quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim.
Por uma coisa à toa, uma noitada boa, um cinema um botequim...
E se tiveres renda, aceita uma prenda, qualquer coisa assim:
Como um pedra falsa, um sonho de valsa ou um corte de setim...
E eu te farei as vontades, direi meias verdades, sempre à meia luz...
E te farei vaidoso, supor que és o maior e que me possuis,
Mas na manhã seguinte não conta até vinte,
Se afasta de mim...
Pois já não vales nada, és página virada, descartada do meu folhetim.